13 de fev de 2017

Em defesa da engenharia nacional e do conteúdo local


“O que nos une é um projeto de Brasil.” Assim o deputado federal Ronaldo Lessa (PDT-AL) resume a ampla e variada representação durante a segunda reunião da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, à qual coordena. Realizado nesta terça-feira (9/02) em Brasília, com a presença de diversos parlamentares e lideranças da área produtiva e tecnológica, entre as ações prioritárias, o encontro apontou a necessidade de barrar iniciativa que coloque em risco a garantia de conteúdo local no próximo leilão da Petrobras.

Nessa linha, entre três requerimentos aprovados, um deles é para realização de audiência pública com o propósito de debater sobre empresas convidadas pela empresa para construção da unidade de processamento de gás natural do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Os outros dois permitem instalar audiências para debater sobre obras inacabadas e a malha ferroviária brasileira, esta última programada para começo de março e com o subsídio de um documento entregue a Lessa pela diretora da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) Clarice Soraggi. Já o Sindicato dos Engenheiros no Rio Grande do Sul (Senge-RS) passou às mãos do parlamentar documento sobre a Lei de Licitações (8.666/1990), cujas mudanças encontram-se em discussão no Congresso Nacional.

Já à abertura, Murilo Pinheiro, presidente dessa entidade e do SEESP, expressou a preocupação central durante o ensejo, ao ler o Manifesto à Nação brasileira. No documento, a posição clara da engenharia: “Representamos aqui o conjunto de empresas instaladas no País, sem distinção entre o capital nacional e o estrangeiro. Não temos medo da competição. Não podemos, todavia, concordar com a exclusão sistemática das nossas empresas de processos licitatórios, como pode ocorrer na reativação das obras do Comperj, para a qual a Petrobras convidou apenas empresas estrangeiras, a menos que venham elas a operar no Brasil, gerar empregos e contratar máquinas e equipamentos fabricados aqui.”

A busca por deixar de fora as companhias brasileiras soma-se a outros projetos considerados deletérios ao desenvolvimento nacional (confira reportagem em https://goo.gl/CEuTWx). “Acompanhamos o anúncio de uma série de medidas que parecem colocar em jogo o modelo pelo qual o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) funciona e financia o desenvolvimento nacional. Por exemplo, no comitê relativo ao conteúdo local, o representante dessa instituição e o da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) perderam o direito a voto”, afirmou o diretor da Associação dos Funcionários do BNDES Arthur Koblitz.

Os participantes pretendem fazer gestões para impedir que decisões sejam tomadas a toque de caixa, por esse comitê do governo federal, o qual faz parte do Programa de Estímulo à Competitividade da Cadeia Produtiva, ao Desenvolvimento e ao Aprimoramento de Fornecedores do Setor de Petróleo e Gás Natural (Pedefor).

À audiência, o presidente do Clube de Engenharia, Pedro Celestino, salientou que o movimento em defesa do conteúdo local e da engenharia nacional conseguiu adiar a próxima reunião do comitê para dia 16. “Temos que mobilizar o que for possível para um novo adiamento. A Noruega é rica em petróleo, exige conteúdo local na exploração da riqueza do Mar do Norte e hoje tem um dos mais elevados Índices de Desenvolvimento Humano. A Nigéria, com sua riqueza extraída pelos grandes fornecedores de petróleo dos Estados Unidos, sem um projeto de desenvolvimento, tem 70% da população abaixo da linha da pobreza. O que estamos discutindo é se teremos o modelo Noruega ou Nigéria”, enfatizou. Presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), José Roberto Bernasconi, lembrou que a China não permite o estabelecimento em seu território de nenhum conglomerado estrangeiro se não for mediante parceria para transferência de tecnologia. “Os Estados Unidos e o Canadá fazem isso. Não podemos deixar que nossa capacidade instalada seja desmontada, fazendo o saneamento financeiro da Petrobras e os acordos de leniência às empresas aqui instaladas necessários.” Na mesma linha, Arthur De Almeida Jr., da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq), colocou que o que está em debate é se “a Petrobras faz parte do projeto nacional ou não”. Leonardo Urpia, diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), destacou que propostas na contramão da defesa do conteúdo local, com desinvestimento e ingresso indiscriminado de empresas internacionais, vão retirar empregos e prejudicar o desenvolvimento.

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) foi enfática: “Não podemos conviver com uma situação em que a engenharia esteja posta em risco, como está agora. Temos centenas de profissionais qualificados e empresas que precisam passar para o País as tecnologias desenvolvidas por nossas inteligências. Também queremos valorizar as mulheres que integram a engenharia nacional e reconhecer sua participação na área de ciência e tecnologia. Coloco-me à disposição nessa batalha. Na disputa pela exploração do petróleo no mundo, não podemos permitir que as empresas brasileiras sejam afastadas.”

Excelente. Assim Murilo classificou a reunião, destacando: “Mostra o acerto da criação da frente e do apoio irrestrito da FNE a essa iniciativa. Continuamos o trabalho agora tendo como prioridade a discussão sobre o conteúdo local para os próximos leilões da Petrobras.” A próxima reunião em Brasília está prevista para meados de março. (Por Soraya Misleh/Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo)








Saiba mais em http://www.crescebrasil.org.br/

Fonte: Portogente

29 de fev de 2016

FAEA-DF participa da Escola Internacional de Energia Solar 2016


É com prazer que informamos que foi incluído na programação da Evento Painel "Modernização das Instalações Internas dos Consumidores da CEB", promovido pela Câmera Especializada de Engenharia Elétrica do CREA-DF e FAEA-DF, tendo como convidados profissionais da CEB e da ANEEL mas também aberta aos participantes da Escola. O Painel vai discutir quais as modernizações das instalações internas dos consumidores residenciais recomendadas em preparação para inclusão de uma componente solar fotovoltaica. Ocorrerá no dia 02/03 de 17:30 às 18:30 no mesmo auditório das palestras. A nova programação já está disponível na página do Evento (www.isse-unb.net) e no "Informativo do Evento" encontrado na página devidamente atualizado.

Fonte: FAEA-DF

16 de jan de 2016

O que é a FAEA?

A FAEADF, Federação das Associações de Engenheiros e Agrônomos do Distrito Federal, é uma instituição, sem fins lucrativos, que congrega os interesses de mais de 30 entidades de classes, conforme listadas e identificadas a seguir, e que tem como objetivos:

a) Promover a unidade das entidades profissionais de engenharia, agronomia e afins, dentro de um sistema integrado, em prol do aprimoramento cientifico e tecnológico das suas áreas de referência, em atendimento às necessidades do país, da melhoria da qualidade de vida do seu povo, e pugnando pela sustentabilidade ambiental;

b) Contribuir para que as entidades federadas se tornem referência em suas regiões, com visão humana e social, atendendo aos anseios e necessidades dos profissionais e da sociedade;

c) Contribuir para melhoria do sistema de gerenciamento das entidades federadas, com modelo de gestão adequado e fortalecendo seus processos internos;

d) Contribuir para melhoria da eficácia em ações de mobilização, gerando valor para os profissionais e para a sociedade;

e) Contribuir para sustentabilidade das entidades federadas, através de alianças estratégicas, construção de uma imagem positiva e de inserção social;

f) Lutar em defesa, preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável;

g) Promover a organização, integração, interação, fortalecimento e alinhamentos das ações das suas associadas;

h) Contribuir para o crescimento e fortalecimento das entidades federadas mediante a promoção de atividade voltadas para o treinamento e realização de cursos, eventos, seminários, assessoria jurídica, assessoria contábil, elaboração de projetos, consultoria em gestão, comunicação e marketing, consultoria em convênios com prefeituras, órgãos estaduais e outros;

i) Trabalhar em defesa da gestão democrática e de proposições para melhoria da qualidade de vida no Distrito Federal e no Brasil;

j) Organizar e patrocinar convenções, simpósios, conferências, seminários e congressos de Entidades de Classe de Engenharia, e Agronomia no Distrito Federal;

k) Incentivar as relações de ordem administrativa, o intercâmbio técnico, profissional e social entre as federadas e seus membros, individual ou coletivamente;

l) Pugnar pelas medidas necessárias ao desenvolvimento social, econômico e tecnológico nacional, respeitados, porém, de forma integral, os princípios da liberdade e da livre iniciativa;

m) Promover, incentivar e zelar pelo aperfeiçoamento do ensino das áreas de Engenharia, Agronomia, Geologia, Geografia e Meteorologia;

n) Zelar pela observância da legislação e regulamentação profissional e pela promoção da ética, da paz e da cidadania, dos direitos humanos, da democracia e de outros valores universais, e pelo cumprimento do Código de Ética Profissional;

o) Promover promoção da cultura, defesa e conservação do patrimônio artístico e o intercâmbio cultural e social com associações congêneres, bem como, de atividades sociais e culturais entre seus associados;

p) Estimular estudos e pesquisas, desenvolvimento de tecnologias alternativas, produção e divulgação de informações e conhecimentos técnicos e científicos, bem como, a realização de estudos de questões técnicas e administrativas de interesse geral;

q) Celebrar convênios com o Sistema Confea/Crea e Mútua objetivando divulgar a legislação profissional, auxiliar e apoiar as ações de fiscalização e de anotação da ART, promover a valorização profissional, o aperfeiçoamento técnico e cultural e o fortalecimento das Entidades de Classe;

r) Incentivar e promover a fundação de novas Entidades de Classe no Distrito Federal;

s) Fundar, criar e participar de instituições de direito privado, e em especial, Fundações e Centros Educacionais, Institutos, bem como, de Instituto de Tecnologia Social, que visem o interesse público;

t) Promover cursos de Graduação, Pós Graduação, Especialização, Aperfeiçoamento e de formação de mão-de-obra através das suas entidades federadas;

u) Firmar convênios e parcerias de interesse de todas as FEDERADAS com entidades públicas, privadas e congêneres, visando o aperfeiçoamento profissional, o aprimoramento técnico-cultural, a valorização profissional, o fortalecimento do associativismo;

v) Filiar-se às Entidades congêneres, nacionais e internacionais que visem à valorização profissional e a defesa da tecnologia nacional;

w) Manifestar-se sobre ato ou medida dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário considerado prejudicial aos interesses das classes que representa e ao interesse social da coletividade respeitado as disposições legais correlatas; e

x) Firmar convênios de mútua cooperação com órgãos públicos ou iniciativa privada, com objetivo de atender necessidades humanas e sociais, nos aspectos da melhoria da segurança, bem estar e do equilíbrio ambiental.

y) A FAEA-DF pode ter participação política classista, apartidária, em nível regional e federal.